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10
set

Aylan Kurdy e as redes sociais: mudanças no rumo da política europeia

A discussão de em torno das questões de migração e refúgio sempre existiu, mas, nos últimos tempos, uma foto específica causou muita comoção. Como outros 3 milhões de conterrâneos, o pequeno menino sírio Aylan Kurdy tentou fugir de seu país com a família para tentar uma vida pacífica em outro lugar. E, como muitos deles, Aylan não conseguiu sobreviver à fuga. Fotografado em uma praia turca já sem vida, o garoto de apenas três anos trouxe a questão da Síria à discussão como nunca antes havíamos visto. Mas por que essa história entre tantas foi a única que realmente chamou a atenção do mundo?

Desde que temos registro, a política no mundo foi transformada por acontecimentos históricos marcantes e, desde que as primeiras máquinas de fotografia foram inventadas, esses momentos são registrados em imagens. No caso da criança síria, a foto foi um dos grandes responsáveis pela repercussão. Embora emblemática, não fez nada sozinha. A imprensa repercutiu a foto como faz com tantas outras, mas foi nas redes sociais que a imagem do pequeno Aylan se transformou no retrato de milhões que perdem suas vidas tentando fugir da violência.

Após poucas horas, a imagem já tinha milhões de visualizações e acabou se espalhando pelo mundo. A comoção popular em torno do assunto cresceu exponencialmente, gerando ainda mais atenção da mídia. Com tantas pessoas envolvidas, comentando e cobrando atitudes a respeito da tragédia, tornou-se insustentável para os governos dos países da Europa ficar em silêncio, mas eles não se limitaram a apenas lamentar.

Veja aqui a análise sobre a questão dos refugiados sírios

Quando a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou alguns dias depois que a Alemanha concederia asilo a 800 mil refugiados até o fim do ano – 4 vezes mais que no ano passado -, surgiu uma onda de afirmações de que outros países da União Europeia deveriam seguir o exemplo. No caso da Alemanha, além de humanitária, a decisão altera a imagem internacional de Merkel e do país, além de gerar consequências positivas como aumento da mão de obra em uma nação que vem sofrendo as consequências do envelhecimento populacional ano a ano. Suécia e Áustria seguiram o mesmo caminho e ontem (09/09) a União Europeia propôs um novo plano para distribuir 160 mil refugiados pelos países participantes – mesmo com a crise econômica do bloco.

Nesse caso, o fenômeno midiático funcionou como estopim de uma decisão política fundamental para milhões de fugitivos. Uma imagem forte aliada às movimentações populares na internet deixou claro que as redes sociais fazem parte de uma variável decisiva no jogo político mundial. Elas têm o poder de mudar destinos, fortalecer líderes e podem até mesmo salvar vidas.

 

Fontes: bbccarta capitalg1ny times
Imagem: boredpanda.com
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